28 julho 2007

bênção

os plátanos despidos
as hortências tristes
mas o sol sorri
e o céu azul me abraça
a paisagem invernal
me tende para dentro
de mim
na acolhida, uma frase:
"que você seja uma bênção de Deus."
assim seja...

16 julho 2007

mudança de rota...

outra rota
lá vou eu
de novo
partido
coração aos pinotes
sem vergonha de chorar
valeu beagá
terei algo bom
para lembrar...

15 julho 2007

por aí...

ando por aí
procurando ler
o tempo
em prosa, em verso
em não sei o quê
quando há clima
encontro rima
noutras vezes
o silêncio fala
eu me calo
arregalo os olhos
e contemplo o inefável...

14 julho 2007

ALEGRIA

sábado. dia vivo
hoje não quero sombra
talvez água fresca
pois a rua me chama
vou me permetir
folga e ócio
pra vida sorrir
vou lá fora
hoje o mundo é minha casa
o amor também
tudo parece único
primeiro e último...

08 julho 2007

fome de beleza

atrás do sorriso banguela
do olhar apagado
do rosto enrugado
de ser ele ou ela

atrás do poço sem fundo
de uma vida marginal
dos eteceteras e tal
de se sentir imundo

atrás de toda a exclusão
e do nome vagabundo
dos vômitos e dores

atrás dos temores
dos vácuos e frios
tem fome de beleza...

07 julho 2007

7.7.07


dia bem azulzinho
no horizonte de beagá
hoje arrumo a bagagem
tenho que te deixar
logo, logo partirei
olha,
mando notícia de lá...

22 junho 2007

rumo

tenho pouco
e muito de louco
já nasci na margem
descifrando mensagem
de um além mundo
meio raso e profundo
sem regalia e sem fartura
na vida quente e dura
sem nenhuma frescura
mas sempre a frente
um vasto horizonte
me revelando um monte
de esperança e encanto
sem negar o meu canto...

18 junho 2007

compreender e perdoar

o que passou é irrevogável
só resta a reconciliação
com o inevitável...

16 junho 2007

desejo vivo

sede de ti!
ao menos um gole.
hoje bastaria somente
uma gotícula de ti.
e tudo o mais esqueceria.
contigo, cronômetro nenhum...

14 junho 2007

passarim

o pássaro é colocado na gaiola
no início inquieta-se, bate as assas
vai pra lá, pra cá, sobe, desce
se chora, não revela as lágrimas
mas o próprio olhar é choro...
com o tempo acalma-se
só externamente
pois no íntimo
explode em vulcão
angústia e dor
grades...