Por Ira Brito
Pensei que a filosofia
Me juntaria os pedaços
Do meu saber partido.
Mas tá é rompendo os laços
Daquilo que achava certo
E agora é mero estilaço...
08 abril 2006
19 março 2006
AFRONTA
Por Ira Brito
Uma fera ferida
bateu em minha porta
fez-me uma careta torta
pra mexer com minha vida
com sua forma atrevida
assanhou a minha paz
acusando-me de incapaz
de ao coração dominar
nem meus instintos domar
quando o desejo me apraz..
Uma fera ferida
bateu em minha porta
fez-me uma careta torta
pra mexer com minha vida
com sua forma atrevida
assanhou a minha paz
acusando-me de incapaz
de ao coração dominar
nem meus instintos domar
quando o desejo me apraz..
18 março 2006
POÇO...
Por Ira Brito
A solidão é só minha
Esta que sinto agora
Tu podes até me ver
Mas só do lado de fora
Se entrasses neste poço
Irias logo embora...
A solidão é só minha
Esta que sinto agora
Tu podes até me ver
Mas só do lado de fora
Se entrasses neste poço
Irias logo embora...
26 fevereiro 2006
A DOR DE CADA UM...
Por Ira Brito
A correria da vida
Na luta cotidiana
Há muita coisa insana
Que em nós causa ferida
E gera uma dor doída
Em nossa rápida existência
Forçando-nos penitência
De sofrer sem entender
O porque do padecer
Neste mundo sem clemência...
A correria da vida
Na luta cotidiana
Há muita coisa insana
Que em nós causa ferida
E gera uma dor doída
Em nossa rápida existência
Forçando-nos penitência
De sofrer sem entender
O porque do padecer
Neste mundo sem clemência...
13 fevereiro 2006
MOTE
Por Ira Brito
****************
Numa vida de abundância
Sem se importar com a pobreza...
***************
Há muita gente orgulhosa
Que nem olha para baixo
De tudo faz cambalacho
Numa vida melindrosa
E tem mania dengosa
Mas faz tudo por esperteza
Sempre em busca de grandeza
Saciando sua ganância
Numa vida de abundância
Sem se importar co' a pobreza...
****************
Numa vida de abundância
Sem se importar com a pobreza...
***************
Há muita gente orgulhosa
Que nem olha para baixo
De tudo faz cambalacho
Numa vida melindrosa
E tem mania dengosa
Mas faz tudo por esperteza
Sempre em busca de grandeza
Saciando sua ganância
Numa vida de abundância
Sem se importar co' a pobreza...
09 janeiro 2006
CHAGA
Chaguinha tem seis filhas, uma fila de anjinhos. Teve um filho homem, mas esse morreu. “Deus não quis que eu tivesse filho homi e levou ele.” Já apanhou do marido e por isso sente dores na coluna. “Ainda hoje sinto dor no espinhaço por causa que ele me bateu.” Outras mulheres passam pelo mesmo drama de Chaguinha. O silêncio é a lei. O álcool é quase sempre a causa de tal violência. “Eles acham que estão sempre certos e são os mió”. Chaguinha é do sertão do Ceará. Ela sorrir e fala alto.
13 dezembro 2005
FELIZ NATAL!!
Por Ira Brito
Há um clima diferente
Quando chega o Natal
Nuvens leves anunciam
Que é momento especial
Quem nasce traz alegria
E esperança sem igual...
A esperança é criança
Filha legítima do amor
Vem preencher o vazio
Mandar embora a dor
Da humanidade ferida
Que vive a peste, o terror...
Mas a esperança não cai
De pára-quedas na terra
Ela vem em carne e osso
Combater o que é guerra
Traz a mensagem de paz
E a miséria desterra...
Há também algo triste
Meio sem explicação
As melodias surradas
Ainda provocam emoção
Os pisca-piscas aceleram
O pulsar do coração...
Tudo em volta é correria
O tempo é tão fugaz!
A vida treme na esquina
Todos querem beber paz
Os anúncios contagiam
Com seu apelo sagaz...
As vitrines vendem sonhos
Os letreiros nos seduzem
O colorido arde os olhos
Comerciais nos induzem
O ruge-ruge nos shoppings
Ao frenesi nos conduzem...
É também tempo de adeus
Chega a hora de partir
A saudade dói no peito
Sem ter pena de ferir
Ela deságua lá dentro
No propósito do devir...
Carinhoso abraço, a você!
Há um clima diferente
Quando chega o Natal
Nuvens leves anunciam
Que é momento especial
Quem nasce traz alegria
E esperança sem igual...
A esperança é criança
Filha legítima do amor
Vem preencher o vazio
Mandar embora a dor
Da humanidade ferida
Que vive a peste, o terror...
Mas a esperança não cai
De pára-quedas na terra
Ela vem em carne e osso
Combater o que é guerra
Traz a mensagem de paz
E a miséria desterra...
Há também algo triste
Meio sem explicação
As melodias surradas
Ainda provocam emoção
Os pisca-piscas aceleram
O pulsar do coração...
Tudo em volta é correria
O tempo é tão fugaz!
A vida treme na esquina
Todos querem beber paz
Os anúncios contagiam
Com seu apelo sagaz...
As vitrines vendem sonhos
Os letreiros nos seduzem
O colorido arde os olhos
Comerciais nos induzem
O ruge-ruge nos shoppings
Ao frenesi nos conduzem...
É também tempo de adeus
Chega a hora de partir
A saudade dói no peito
Sem ter pena de ferir
Ela deságua lá dentro
No propósito do devir...
Carinhoso abraço, a você!
01 dezembro 2005
VIDA
Por Ira Brito
A vida que pulsa em nós
Ama, chora, rir e canta
O sopro dentro de nós
Arrepia, fere e espanta
O mistério é véu escuro
Mas é ele que encanta...
O que seria da vida
Se tudo fosse o que é
Se só houvesse o reto
Mar calmo sem maré
Se o sol nascesse cinza
Não restasse crença ou fé...
A vida que pulsa em nós
Ama, chora, rir e canta
O sopro dentro de nós
Arrepia, fere e espanta
O mistério é véu escuro
Mas é ele que encanta...
O que seria da vida
Se tudo fosse o que é
Se só houvesse o reto
Mar calmo sem maré
Se o sol nascesse cinza
Não restasse crença ou fé...
A vida precisa de encanto
Vencer a dor de morrer
Há sim como resistir
As artimanhas do poder
Ou a poesia nos salva
Ou vamos todos perecer...
22 novembro 2005
DESPEDIDA...
Por Ira Brito
Um aceno triste
É hora da despedida
O peito padece
Aquela dor ressentida
Uma lágrima quente
Escorre na cara sofrida...
Os olhos molhados
Querem se esconder
Os dentes se apertam
Em ponto de ranger
A língua se enrola
A garganta quer doer...
A gente sabe que vai
Mas voltar não é certeza
O mistério desta vida
Pode até causar tristeza
A vida é feita de adeus
Não pára, é correnteza...
Um aceno triste
É hora da despedida
O peito padece
Aquela dor ressentida
Uma lágrima quente
Escorre na cara sofrida...
Os olhos molhados
Querem se esconder
Os dentes se apertam
Em ponto de ranger
A língua se enrola
A garganta quer doer...
A gente sabe que vai
Mas voltar não é certeza
O mistério desta vida
Pode até causar tristeza
A vida é feita de adeus
Não pára, é correnteza...
06 novembro 2005
SÍNDROME
Por Ira Brito
Deve ser triste ser triste
Nascer para ser estranho
Andar sem rumo na vida
Ovelha fora do rebanho
Ser sozinho no mundo
Num desencanto medonho...
Sabe lá o que é ter sede
Sentida em frente ao mar
Ficar pertinho de alguém
E não ter chance de amar
Falar e não ser ouvido
E o prazer ter que comprar...
A angústia ressentida
Alimentada com dor
Um sentimento abafado
Na ausência do Amor
Tudo de ponta-cabeça
Vida, nojo, fobia, horror...
...
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