o sol nascente
que nos veio visitar
bem amarelinho
como ouro a quilatar
é a vida em raios
sobre nós a emanar
é a luz de deus
para terra ronovar
a mesma luz
que ele criou naquele dia
quando tudo era caos e escuridão
o "haja luz" foi um ato de alegria
ação vocal que deu início a criação
ó luz divina
ilumina nossa mente
o que em nós dorme
acorde consciente
nada nos tire
a lucidez do pensamento
mesmo na loucura
nada nem ninguém
nos roube a liberdade
de pensar, perguntar
de ser vivente
ó luz, ó luz, ó luz
16 fevereiro 2009
13 fevereiro 2009
todos nós
"o mundo é redondo,
mas de tanto rodar
está ficando chato"
disse o barão de itararé
hoje peço a deus
esperança e fé
meu sonho de um mundo
sem fome, sem guerra, sem medo
hoje balança em degredo
a sigla SVP escrito com estilete
no ventre de paula
fere a humanidade
esta ferida me enjaula
o corpo de paula somos todos nós...
mas de tanto rodar
está ficando chato"
disse o barão de itararé
hoje peço a deus
esperança e fé
meu sonho de um mundo
sem fome, sem guerra, sem medo
hoje balança em degredo
a sigla SVP escrito com estilete
no ventre de paula
fere a humanidade
esta ferida me enjaula
o corpo de paula somos todos nós...
11 fevereiro 2009
cãozinho
vi um um cão na rua
desses que não comem ração
ele olhou pra mim
com olhar de aflição
olhar de nenhum amigo
olhar de solidão
assobiei pra ele
o rabinho balançou
veio ao meu encontro
e minhas mãos beijou
meio envergonhado
seus olhinhos abaixou
acariciei sua cabeça
e segui o meu caminho
ele ficou ali parado
como quem não tem destino
de longe ainda me olhava
olhar de pobre menino
lembrei do cão das lágrimas
criação de saramago
da nossa cegueira branca
que ao outro nega afago
o caõzinho da solidão
foi para mim um mago...
desses que não comem ração
ele olhou pra mim
com olhar de aflição
olhar de nenhum amigo
olhar de solidão
assobiei pra ele
o rabinho balançou
veio ao meu encontro
e minhas mãos beijou
meio envergonhado
seus olhinhos abaixou
acariciei sua cabeça
e segui o meu caminho
ele ficou ali parado
como quem não tem destino
de longe ainda me olhava
olhar de pobre menino
lembrei do cão das lágrimas
criação de saramago
da nossa cegueira branca
que ao outro nega afago
o caõzinho da solidão
foi para mim um mago...
10 fevereiro 2009
para tocar
tirei estas fotos em um dia desses de janeiro, lá no meu sertão. uma sobrinha, amanda, apontou o horizonte com o dedo, e disse: tio, olha, é tão bonito que dar vontade de tocar."
07 fevereiro 2009
nosso choro
nós choramos
choramos na chegada e na partida
choramos quando mamãe conta seus partos
foram tantos
choramos quando papai narra os tempos de fome
foram tantos
choramos porque o choro é uma prece
é um espécie de memória
ele lava nossa alma
e o coração aquece
choramos na chegada e na partida
choramos quando mamãe conta seus partos
foram tantos
choramos quando papai narra os tempos de fome
foram tantos
choramos porque o choro é uma prece
é um espécie de memória
ele lava nossa alma
e o coração aquece
05 fevereiro 2009
fuga
trincou os dentes
contendo a dor
não fez cara triste
também não parou
olhou para frente
um vulto avistou
coçou a cabeça
a testa franziu
olhou para os lados
deu meia volta e sumiu
sumiu sem alarde
sem adeus ou aceno
se desfez na paisagem
em meio ao sereno...
contendo a dor
não fez cara triste
também não parou
olhou para frente
um vulto avistou
coçou a cabeça
a testa franziu
olhou para os lados
deu meia volta e sumiu
sumiu sem alarde
sem adeus ou aceno
se desfez na paisagem
em meio ao sereno...
30 janeiro 2009
oração da serenidade
"concede-me, senhor,
a serenidade necessária
para aceitar as coisas
que eu não posso modificar;
coragem para modificar
as que eu posso;
e sabedoria para
distinguir umas
das outras."
a serenidade necessária
para aceitar as coisas
que eu não posso modificar;
coragem para modificar
as que eu posso;
e sabedoria para
distinguir umas
das outras."
15 dezembro 2008
01 dezembro 2008
mais do mesmo
há tanto o que fazer
não há tempo pra "coçar"
se uns morrem de fome
outros vivem a esbanjar
há quem arrote arrogância
outros nem podem falar
pois deixa eu ficar aqui
no meu cantinho a pensar
em quem anda meio triste
e sem direção a tomar
que perdeu a esperança
e não tem a quem amar
cada macaco no seu galho
o "sapato" é que me aperta
uma dorzinha nojenta
me canta música secreta
a certeza que eu tenho
não é a certeza certa...
não há tempo pra "coçar"
se uns morrem de fome
outros vivem a esbanjar
há quem arrote arrogância
outros nem podem falar
pois deixa eu ficar aqui
no meu cantinho a pensar
em quem anda meio triste
e sem direção a tomar
que perdeu a esperança
e não tem a quem amar
cada macaco no seu galho
o "sapato" é que me aperta
uma dorzinha nojenta
me canta música secreta
a certeza que eu tenho
não é a certeza certa...
25 novembro 2008
dante
na cabeça o pensamento vagueia veloz
viajando idéias originais e em contrabando
no céu da praça dante pombos em bando
e o tempo de cara cinza, meio atroz
pombos livres, mas dependentes
querem do milho alguns dentes
há passantes, pés, carro e gente
mulheres da dante querem paz
tão expostas e tão invisíveis
de olhos apagados, mas incríveis
espreitam o inferno em que jazem
sugadas, desdentadas, desamadas
no peito, o vazio do amor
nos lábios, restos de batom
na face expressão d'alguma dor
sem nome, nem sobrenome
prazer é quase ausente
cada uma ali
sabe a dor que sente
e as migalhas de alegria
que sugam
na boca da noite
ou na clareira do dia...
viajando idéias originais e em contrabando
no céu da praça dante pombos em bando
e o tempo de cara cinza, meio atroz
pombos livres, mas dependentes
querem do milho alguns dentes
há passantes, pés, carro e gente
mulheres da dante querem paz
tão expostas e tão invisíveis
de olhos apagados, mas incríveis
espreitam o inferno em que jazem
sugadas, desdentadas, desamadas
no peito, o vazio do amor
nos lábios, restos de batom
na face expressão d'alguma dor
sem nome, nem sobrenome
prazer é quase ausente
cada uma ali
sabe a dor que sente
e as migalhas de alegria
que sugam
na boca da noite
ou na clareira do dia...
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