tudo bem
pega o que ainda resta
passa a mão na testa
apaga a inscrição
vai pela a esquerda
quebra o padrão
pigarreia a tristeza
engole a solidão
mas não some
junta as letras
e rabisca o nome
depois corre
vai com os pés às avessas
sem muita pressa
se não segurar
chore
eu sempre faço isso
choro
pelos sonhos
por mim
por você
sei lá
preciso dizer o porquê?
...
20 setembro 2007
17 setembro 2007
antes da noite
15 setembro 2007
cazuza
vasto
14 setembro 2007
lá onde for
12 setembro 2007
pingo no "i"
silêncio e cheiros
e folhas dançando
e o ritmo do vento...
e solidão e natureza
e plátanos em viço
e o ser sem certeza...
e o colorido da esperança
e a desilusão feito nó
e a tempestade e a bonança...
e o desejo mais secreto
e a teoria literária
e o carinho discreto...
e a hora triste
e o olhar que pede
e a boca na língua...
e o balanço da rede
e a flor da pele
e a corrente filosófica...
e o tempo em fuga
e a abelha que pica
e a distração tentadora...
e as lágrimas e os sorrisos
e os tantos "iis"
infindo pingo...
infindo "i"...
e folhas dançando
e o ritmo do vento...
e solidão e natureza
e plátanos em viço
e o ser sem certeza...
e o colorido da esperança
e a desilusão feito nó
e a tempestade e a bonança...
e o desejo mais secreto
e a teoria literária
e o carinho discreto...
e a hora triste
e o olhar que pede
e a boca na língua...
e o balanço da rede
e a flor da pele
e a corrente filosófica...
e o tempo em fuga
e a abelha que pica
e a distração tentadora...
e as lágrimas e os sorrisos
e os tantos "iis"
infindo pingo...
infindo "i"...
10 setembro 2007
memória
ensina a sabedoria popular:
recordar é viver
por trás dessa frase
há muito o que aprender
tem a ver com memória
nosso jeito de ser...
daí nossos álbuns
e datas festivas
registro da história
pessoal e coletiva
buscamos sentido
nas narrativas...
memória, memória, memória
invo-te em jaculatória...
recordar é viver
por trás dessa frase
há muito o que aprender
tem a ver com memória
nosso jeito de ser...
daí nossos álbuns
e datas festivas
registro da história
pessoal e coletiva
buscamos sentido
nas narrativas...
memória, memória, memória
invo-te em jaculatória...
09 setembro 2007
obstrução
conhecimento rima com alimento
uma pena que ambos sejam mal distribuidos
dói saber que a fome e a ignorância
ainda matem tantas vidas...
uma pena que ambos sejam mal distribuidos
dói saber que a fome e a ignorância
ainda matem tantas vidas...
04 setembro 2007
bagatela
qual pilatos no credo
é como se sente
meio fora de contexto
sem presente
apenas passado
e sede de futuro
na cara estampado
um compêndio
nas linhas e rugas
e nas marcas de incêndio
e nas cinzas do pau torto
ou não seria mesmo o anjo torto
aquele do Poeta...
é como se sente
meio fora de contexto
sem presente
apenas passado
e sede de futuro
na cara estampado
um compêndio
nas linhas e rugas
e nas marcas de incêndio
e nas cinzas do pau torto
ou não seria mesmo o anjo torto
aquele do Poeta...
31 agosto 2007
palavra II
Vejo-me de volta à biblioteca. Olho para as prateleiras. Os livros me remetem à imagem das lagartas em metamorfose no outão de casa.
No sertão, quando víamos algum casulo dependurado, dizíamos ser “lagarta encantada”.
Cada livro ali parece “encantado”. A letra parece envolta num casulo. Penso na voz como potência criadora, capaz de tirar a letra do estado de “encasulamento”. Faço uma imagem mental daquela ação vocal do mito da criação: "faça-se", e que por meio dela tudo passou a existir...
No sertão, quando víamos algum casulo dependurado, dizíamos ser “lagarta encantada”.
Cada livro ali parece “encantado”. A letra parece envolta num casulo. Penso na voz como potência criadora, capaz de tirar a letra do estado de “encasulamento”. Faço uma imagem mental daquela ação vocal do mito da criação: "faça-se", e que por meio dela tudo passou a existir...
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