ali o juízo
respira
expira
ali o juízo
padece
esquece
ali o juízo
suplica
complica
ali o juízo
acalma
alma
ali o juízo
chora
implora
ali o juízo
cansa
amansa
ali o juízo
voa
coa
ali o juízo
some
come
ali o juízo
esquece
amolece
ali o juízo
alumia
chia
ali o juízo
é
...
03 outubro 2007
02 outubro 2007
visita
para zeli
havia pensado palavras
algo para dizer
à dona cecília
mas falei pouco
às vezes palavras
são dispensáveis
cheguei lá
a cumprimentei
ela tão serena
olhos de paz
simples como criança
olhar de afeição
mãe
mamãe
nona
palavras sonoras essas
e fiquei ali
apenas presente
contemplando
ouvindo
participando
na despedida
quis pedir a bênção
como faço a minha mãe
não precisou
com três beijinhos
sem palavras
ela me abençoou...
havia pensado palavras
algo para dizer
à dona cecília
mas falei pouco
às vezes palavras
são dispensáveis
cheguei lá
a cumprimentei
ela tão serena
olhos de paz
simples como criança
olhar de afeição
mãe
mamãe
nona
palavras sonoras essas
e fiquei ali
apenas presente
contemplando
ouvindo
participando
na despedida
quis pedir a bênção
como faço a minha mãe
não precisou
com três beijinhos
sem palavras
ela me abençoou...
avante
setembro se despediu lindo
pelo menos aqui em caxias
o dia 30, último domingo
foi um show de beleza
tudo de graça
ao ar livre
o sol brilhou forte
e o céu de tão azul
parecia tocar a terra
os plátanos vibrantes
com seu novos brotos
dançaram ao ritmo do vento
e a grama toda verdinha
encheu nossos olhos de esperança
tudo sinalizou para o horizonte
horizonte de vida abundante
é a primavera engatinhando
é tempo de fertilidade...
pelo menos aqui em caxias
o dia 30, último domingo
foi um show de beleza
tudo de graça
ao ar livre
o sol brilhou forte
e o céu de tão azul
parecia tocar a terra
os plátanos vibrantes
com seu novos brotos
dançaram ao ritmo do vento
e a grama toda verdinha
encheu nossos olhos de esperança
tudo sinalizou para o horizonte
horizonte de vida abundante
é a primavera engatinhando
é tempo de fertilidade...
30 setembro 2007
leva
não é estranho
nem engano
não é
coisa qualquer
olha e encara
cara-a-cara
sem preceito
ou preconceito
não se engane
não entre em pane
apenas ama
ama e viva
da vida
só o amor
a gente leva...
nem engano
não é
coisa qualquer
olha e encara
cara-a-cara
sem preceito
ou preconceito
não se engane
não entre em pane
apenas ama
ama e viva
da vida
só o amor
a gente leva...
piçarra
olha para trás
e ver sombras
passado rápido
qual relâmpago
a queimar o âmago...
passado efêmero
presente inquieto
de uma alma sedenta
na buscas do elo originário...
hora sem graça
sol fora e noite dentro
angústia e desespero
lua cheia escondida
por trás de uma nuvem fingida...
temporal vem e vai
e o ser despedaça
no compasso do tempo
naquele ritmo cloc, cloc
consome
e some
e ver sombras
passado rápido
qual relâmpago
a queimar o âmago...
passado efêmero
presente inquieto
de uma alma sedenta
na buscas do elo originário...
hora sem graça
sol fora e noite dentro
angústia e desespero
lua cheia escondida
por trás de uma nuvem fingida...
temporal vem e vai
e o ser despedaça
no compasso do tempo
naquele ritmo cloc, cloc
consome
e some
29 setembro 2007
pedaço
engoliu o bocado
saiu apressado
sozinho na multidão
mais tarde
reparou nos olhos
viu solidão
pediu palavras
a língua não deu
nenhuma métafora
nenhuma rima fácil
sofreu
adormeceu...
saiu apressado
sozinho na multidão
mais tarde
reparou nos olhos
viu solidão
pediu palavras
a língua não deu
nenhuma métafora
nenhuma rima fácil
sofreu
adormeceu...
20 setembro 2007
pegadas
tudo bem
pega o que ainda resta
passa a mão na testa
apaga a inscrição
vai pela a esquerda
quebra o padrão
pigarreia a tristeza
engole a solidão
mas não some
junta as letras
e rabisca o nome
depois corre
vai com os pés às avessas
sem muita pressa
se não segurar
chore
eu sempre faço isso
choro
pelos sonhos
por mim
por você
sei lá
preciso dizer o porquê?
...
pega o que ainda resta
passa a mão na testa
apaga a inscrição
vai pela a esquerda
quebra o padrão
pigarreia a tristeza
engole a solidão
mas não some
junta as letras
e rabisca o nome
depois corre
vai com os pés às avessas
sem muita pressa
se não segurar
chore
eu sempre faço isso
choro
pelos sonhos
por mim
por você
sei lá
preciso dizer o porquê?
...
17 setembro 2007
antes da noite
15 setembro 2007
cazuza
vasto
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