estava quase escuro
e por trás do muro
um barulho como que gemido
o gemido era meu medo
me arrepei
e com olhar tímido
aquele olhar carente
de quem pede ajuda
pensei em você
toma minha mão
segura-a suavemente
e me tira deste medo desacompanhado
só você pode me libertar
deste gemido escudido
espremido
desta dor sentida
só você pode derrubar o muro
que me tira a luz
só você pode me devolver a paz
paz perdida
naquel dia
em que meu olhar
encontrou você em meio a multidão
segura minha mão...
07 agosto 2010
05 agosto 2010
existencial
não sei dizer bem o que sinto agora
nem sei mandar embora
o que me alegra e me apovora
paradoxo sou...
nem sei mandar embora
o que me alegra e me apovora
paradoxo sou...
29 julho 2010
o totalmente outro
tal um primitivo diante da divindade
eu não consigo olhar nos seus olhos
sua face me estremece
sua voz me paralisa
por outro lado
não suporto sua ausência
vivo entre o assombro e a dependência
é inútil fugir
minhas entranhas pressente seus passos
conto as horas
não consigo ir embora
fecho e abro os olhos
de repente a garganta engasga
e apenas me entrego...
eu não consigo olhar nos seus olhos
sua face me estremece
sua voz me paralisa
por outro lado
não suporto sua ausência
vivo entre o assombro e a dependência
é inútil fugir
minhas entranhas pressente seus passos
conto as horas
não consigo ir embora
fecho e abro os olhos
de repente a garganta engasga
e apenas me entrego...
28 julho 2010
desilusão
nada mais triste
que mendigar amor
nada mais dolorido
que dois olhos carentes
a pedir favor
ninguém merece a dor
mas dela todos temos parte
do nascer ao morrer
amar é padecer...
que mendigar amor
nada mais dolorido
que dois olhos carentes
a pedir favor
ninguém merece a dor
mas dela todos temos parte
do nascer ao morrer
amar é padecer...
26 julho 2010
ambulante
entrou no ônibus
sentou na cadeira mais alta
o vento que soprova da janela
era brisa triste
vez e outra
o sol aparecia entre os prédios
e o céu de um azul intenso
falava de um belo horizonte
lá fora
a tarde dominical
declinava serena e melancólica
o ônibus, porém,
e os passageiros
eram solidão ambulante...
sentou na cadeira mais alta
o vento que soprova da janela
era brisa triste
vez e outra
o sol aparecia entre os prédios
e o céu de um azul intenso
falava de um belo horizonte
lá fora
a tarde dominical
declinava serena e melancólica
o ônibus, porém,
e os passageiros
eram solidão ambulante...
24 julho 2010
hoje
dia lindo em BH
o céu tá limpo, azul
o sol convidativo
o vento sopra em minha janela
e em mim uma vontade de gritar em direção à portugal...
o céu tá limpo, azul
o sol convidativo
o vento sopra em minha janela
e em mim uma vontade de gritar em direção à portugal...
21 julho 2010
20 julho 2010
17 julho 2010
16 julho 2010
sem casa em mim
quis ser livre
mais a liberdade sempre voa
nunca pensou em fortuna
e sempre viveu no aperto
mas nunca à-toa
evitou
o gesto da furtilidade
e a tentação do desmedido
mas tateia o sem sentido
o sem espaço
o sem fundo
no que se chama mundo...
mais a liberdade sempre voa
nunca pensou em fortuna
e sempre viveu no aperto
mas nunca à-toa
evitou
o gesto da furtilidade
e a tentação do desmedido
mas tateia o sem sentido
o sem espaço
o sem fundo
no que se chama mundo...
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